sábado, 24 de setembro de 2016

Tarefa - 24/09/2016

Caro aluno,

A tarefa atual consiste na construção apenas do desenvolvimento de um texto dissertativo-argumentativo. O tema para a produção desse importante elemento é:

1ª ETAPA: http://www.cespe.unb.br/pas/arquivos/PAS12015_001_03.pdf

2ª ETAPA: http://www.cespe.unb.br/pas/arquivos/PAS22015_001_03.pdf


Atenciosamente,

Natália.

Desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo

CRIAÇÃO DE ARGUMENTOS



Para a dissertação argumentativa da UnB, os argumentos devem ser impessoais! 



“Um argumento não é necessariamente uma prova de verdade. Trata-se, acima de tudo, de um recurso de natureza linguística destinado a levar o interlocutor a aceitar os pontos de vista daquele que fala” (Platão e Fiorin)



ARGUMENTO - A palavra ARGUMENTO tem uma origem curiosa: vem do latim ARGUMENTUM, que tem o tema ARGU , cujo sentido primeiro é "fazer brilhar", "iluminar", a mesma raiz de "argênteo", "argúcia", "arguto“.

Argumentar é defender seu ponto de vista, sua ideia sobre algo.  Assim dizemos que no texto argumentativo, o efeito buscado pelo seu produtor é a persuasão ou o convencimento. 

Os argumentos de um texto são facilmente localizados: identificada a tese, faz-se a pergunta por quê? (Ex.: o autor é contra a pena de morte (tese). Porque ... (argumentos). Assim podemos dizer que o argumento é a justificativa da tese. No momento da construção textual, os argumentos são essenciais, esses serão as provas que apresentaremos, com o propósito de defender nossa ideia e convencer o leitor de que essa é a correta.



1. Argumento de Autoridade ou Citação (originalidade – repertório de citações-cultura – repertório – visão de mundo):

Para dar mais credibilidade ao argumento, ele será sustentado pela citação de uma fonte confiável e pertinente, que pode ser um especialista no assunto ou instituição, uma frase dita por líder ou político, algum artista famoso ou pensador; enfim, uma autoridade que é pública. Não se esqueça de que, caso a frase seja citada diretamente no texto, deve vir entre aspas.  

 “Para Piaget, “toda moral consiste num sistema de regras e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras”. A essência da moral é o respeito às regras. A capacidade intelectual de compreender que a regra expressa uma racionalidade em si mesma equilibrada.” (Tema: A importância do respeito às regras sociais)

“Concordo com o que o juiz Siro Darlan da 1ª Vara da Infância e da Juventude do RJ falou, “é 200 mil vezes melhor uma criança amada por um pai gay do que vivendo na melhor instituição ou abrigo do Estado.” (Tema: Adoção no Brasil e Homofobia)
“Aristóteles dizia que a dúvida era o princípio de todas as coisas. Afinal, é por intermédio das perguntas e das dúvidas que o homem é capaz de focalizar a solução para os problemas, movendo-se em direção às respostas e tornando-se o agente de seu próprio progresso”. (Tema: As perguntas movem o mundo)

“O velho Marx tinha razão quando disse: “A religião é o ópio do povo”. Fiéis, no seu fundamentalismo bíblico, encobrem o rosto com o véu do fanatismo e da alienação e ainda acham que tudo não passa de uma tramóia. É lamentável. O neopentecostalismo com a Teologia da Prosperidade não venceu a desilusão do mundo pós-moderno, onde ainda imperam poder, ganância e corrupção.” (Tema: Estado laico e a desigualdade nas decisões governamentais)

2. Argumento por Causa e/ou Consequência:

Para comprovar uma tese, pode-se buscar as relações de causa (os motivos, os porquês) e de consequência (os efeitos, a decorrência) do problema elencado.

“Ao se desesperar em um congestionamento em São Paulo, daqueles em que o automóvel não se move nem quando o sinal está verde, o indivíduo deve saber que por trás de sua irritação crônica e cotidiana, está uma monumental ignorância histórica. São Paulo só chegou a esse caos porque um seleto grupo de dirigentes decidiu, no início do século, que não deveríamos ter metrô. Como cresce dia a dia o número de veículos, a tendência é piorar ainda mais o congestionamento – o que leva técnicos a preverem como inevitável a implantação de perigos e mais desconfortos no trânsito diário”. (Adaptado de Folha de S. Paulo. 01/10/2000) (Tema: O caos no trânsito)

“Ao se admitir que a vida humana é o bem mais precioso do homem, não se pode aceitar a pena de morte, uma vez que existe sempre a possibilidade de um erro jurídico que, no caso, seria irreparável”. (Tema: Legalização da pena de morte no Brasil)

“As greves e os protestos são importantes para unir esforços em torno do mesmo objetivo, aumentando, assim, as chances de conquistas e de avanços nos direitos democráticos, trabalhistas e sociais.” (consequência positiva) ”. (Tema: Manifestações populares no Brasil)

“As greves e os protestos paralisam os serviços, prejudicam as pessoas que precisam desses serviços e podem até mesmo ficar mais violentas e agressivas dependendo do perfil dos envolvidos.” (consequência negativa) (Tema: Manifestações populares no Brasil)

3. Argumento de Exemplificação ou Ilustração (breves e objetivos):

A exemplificação consiste no relato de um pequeno fato (real ou fictício – “imagine”) representativo para aquela situação. Esse recurso argumentativo é amplamente usado quando a tese defendida é muito teórica e carece de esclarecimentos com mais dados concretos, além disso, ele em si já serve para justificar o posicionamento apresentado.
“A condescendência com que os brasileiros têm convivido com a corrupção não é propriamente algo que fale bem de nosso caráter. Conviver e condescender com a corrupção não é, contudo, praticá-la, como queria um líder empresarial que assegurava sermos todos corruptos. Somos mesmo? Um rápido olhar sobre nossas práticas cotidianas registra a amplitude e a profundidade da corrupção, em várias intensidades.
Há a pequena corrupção, cotidiana e muito difundida. É, por exemplo, a da secretária da repartição pública que engorda seu salário datilografando trabalhos “para fora”, utilizando máquina, papel e tempo que deveriam servir à instituição. Os chefes justificam esses pequenos desvios com a alegação de que os salários públicos são baixos. Assim, estabelece-se um pacto: o chefe não luta por melhores salários de seus funcionários, enquanto estes, por sua vez, não “funcionam”. O outro exemplo é o do policial que entra na padaria do bairro em que faz ronda e toma de graça um café com coxinha. Em troca, garante proteção extra ao estabelecimento comercial, o que inclui, eventualmente, a liquidação física de algum ladrão pé-de-chinelo”. (Jaime Pinksky/Luzia Nagib Eluf. Brasileiro(a) é Assim Mesmo, Ed.Contexto) (Tema: Corrupção no Brasil)

“Tenho certeza de que um mendigo morto na beira da praia causaria menos comoção do que uma baleia. Nenhum Greenpeace defensor de seres humanos se moveria. Nenhuma manchete seria estampada. Uma ambulância talvez levasse horas para chegar, o corpo coberto por um jornal, quem sabe uma vela acesa.” (Veja, 11 de abril de 2005) (Tema: O descaso da população com os moradores de rua)

“Bastante comuns estão se tornando os casos de filhos já adultos que prolongam sua adolescência morando com os pais. Os chamados filhos-canguru são aqueles que, devido às comodidades e ao afeto encontrados em casa, resistem em abandonar a família, mesmo sendo capazes de obter seu próprio sustento. Essa situação é preocupante, pois pode levar à formação de pessoas irresponsáveis e indecisas”. (Tema: Os valores do jovem brasileiro moderno)

“Atualmente, devido à grande concorrência em todos os setores, o jovem moderno se vê, muitas vezes, obrigado assumir compromissos que antes não eram necessários nessa idade. Com o mercado de trabalho concorrido, por exemplo, a qualificação e a competência são itens indispensáveis. Por isso, talvez, nos jovens estejamos desenvolvendo múltiplas atividades simultaneamente.” (Tema: Os valores do jovem brasileiro)

“Os pequenos pingos que caem de uma torneira mal fechada parecem desprezíveis e insignificantes. Porém, basta imaginar que isso pode acontecer em cada lar dos duzentos milhões de brasileiros para se configurar o real impacto do desperdício de agua em nosso país. Se a população inteira ignorar os pequenos pingos diários de uma torneira mal fechada, esses juntos se transformarão em rios de desperdício.” (Tema: Crise hídrica no Brasil)

4. Argumento de Provas Concretas ou Evidências (deve ser breve/objetivo):

Usados para evidenciar a tese por meio de informações concretas, extraídas da realidade que a tornam verdadeira/correta. Podem ser usados dados estatísticos ou fatos notórios (de domínio público).
Dados relevantes para pesquisar e ter em mente, são “carta na manga” para diversos temas: classes sociais, desemprego, desigualdade social, violência, mercado de trabalho, educação, poluição, desperdício, degradação ambiental (conhecimento de mundo).

“No caso do Brasil, homicídios estão assumindo uma dimensão terrivelmente grave. De acordo com os mais recentes dados divulgados pelo IBGE, sua taxa mais que dobrou ao longo dos últimos 20 anos, tendo chegado à absurda cifra anual de 27 por mil habitantes. Entre homens jovens (de 15 a 24 anos), o índice sobe a incríveis 95,6 por mil habitantes”. (Folha de S. Paulo. 14/04/2004) (Tema: Criminalidade no Brasil)

“O acaso pode dar origem a grandes descobertas científicas. Alexander Flemming, que cultivava bactérias, por acaso percebeu que os fungos surgidos no frasco matavam as bactérias que ali estavam. Da pesquisa com esses fungos, ele chegou à penicilina”. (Tema: A realização de uma pesquisa científica)

“A leitura é muito importante para a formação crítica das pessoas, pois as palavras exercem grande poder sobre a sociedade e elas podem ser muito perigosas se forem usadas para o mal. Hitler, com o poder do seu discurso, por exemplo, persuadiu e convenceu uma nação inteira de que eles eram uma raça superior, desse modo a Alemanha participou da maior guerra de todos os tempos, que ceifou milhões de vida graças ao poder de palavras pronunciadas por um líder governamental.” (Exemplo histórico) (Tema: A importância da leitura)

“A maioria dos crimes no Brasil estão relacionados a pessoas sob efeito de alguma droga. Tal liberação acarretaria não só no aumento do consumo, como também, o aumento da violência. A Holanda é um exemplo de país que permite o uso da maconha para maiores de dezoito anos em bares restritos. Mas dados comprovam que metade dos crimes cometidos no país são ligados aos entorpecentes.” (Tema: Legalização das drogas no Brasil)

“A violência no Brasil é um problema crônico que ameaça constantemente a população. Sair às ruas se tornou algo perigoso e os cidadãos estão praticamente se tornando prisioneiros em suas próprias casas. A edição 2014 do Mapa de Violência no Brasil revela que mais de cinquenta e sei mil brasileiros foram assassinados no ano passado, o que representa uma morte a cada nove minutos. Além disso, o desgastado sistema prisional brasileiro está superlotado, já que ele tem déficit de espaço que já ultrapassa duzentas mil vagas.” (Tema: Criminalidade no Brasil)

5. Argumento por Analogia ou Comparação (deve ser feito com elementos da mesma natureza, compatíveis – elenque vantagens e desvantagens como motivação para a realização da comparação):

É o argumento que vai envolver o destaque de igualdades ou diferenças entre situações. As citações de jurisprudência são os exemplos clássicos da utilidade desse tipo de argumento, que é bastante útil porque o juiz será, de algum modo, influenciado a decidir de acordo com o que já se decidiu em situações anteriores e semelhantes.


“O fumo é o mais grave problema de saúde pública no Brasil. Assim como não admitimos que os comerciantes de maconha, crack ou heroína façam propaganda para os nossos filhos na TV, todas as formas de publicidade do cigarro deveriam ser proibidas terminantemente. Para os desobedientes, cadeia.” (Tema: Combate ao fumo no Brasil)

“Em relação à violência dos dias atuais, o Brasil age semelhante a uma noiva abandonada no altar: perdida, sem saber para aonde ir, de onde veio e nem para onde quer chegar. E a questão que fica é se essa noiva largada, que são todos os brasileiros, encontrará novamente um parceiro, ou seja, uma nova saída para o problema” (metafórico – adequado para alguns gêneros argumentativos, como artigo de opinião) (Tema: Criminalidade no Brasil)

“Uma das mais importantes consequências da liberação do uso de qualquer tipo de droga é o aumento da violência. Na Holanda, onde é permitido o uso de maconha, há mais de duas décadas, aumentou a criminalidade e hoje sabe-se que a metade dos delitos ocorridos nos país estão relacionados ao uso de entorpecentes. No Brasil, a situação não seria diferente. Como grande parte da população é pobre e é comum no país o uso da violência para a obtenção de bens materiais, tendo em vista os assaltos e sequestros, a criminalidade aumentaria tanto que se chegaria a uma situação incontrolável.”   (Tema: Criminalidade no Brasil)

“O transporte metroviário é a melhor alternativa para solucionar o caos do tráfego das grandes cidades. Ao contrário dos automóveis e dos ônibus, os metrôs são mais rápidos e baratos, transportam mais passageiros e não poluem o ar.” (Tema: O caos no trânsito)

“A respeito dos problemas do trafico urbano, o automóvel é tão ruim quanto o ônibus. Afinal, ambos os veículos ficam presos no congestionamento, provocando engarrafamentos e lentidão nas vias, ao contrário do metro, que realiza viagens de uma forma mais rápida.” (Tema: O caos no trânsito)

“O tempo passou e os jovens de hoje mudaram, aquela geração de rebeldes que lutavam por causas nobres sumiu. Agora encontramos jovens acomodados pelo conforto da casa dos pais e que não pensam em se mudar.” (Tema: Os valores do jovem brasileiro moderno).

“Há alguns anos a preocupação maior do jovem era casar, constituir uma nova família e obter liberdade. Atualmente, ocorre o inverso. Os filhos estão ficando cada vez mais na casa de seus pais, retardando a sua independência.” (Tema: Os valores do jovem brasileiro)

“O advento da informática tem impactado o comportamento e a vida dos indivíduos dentro da sociedade. Antes do surgimento da internet e de outras tecnologias mais avançadas, as pessoas eram mais habituadas a interagirem melhor com seus círculos de amizades. Hoje, entretanto, as novas gerações já crescem mergulhadas na tecnologia, cultivando pelas redes sociais, centenas de amizades virtuais que acabam se desenvolvendo de um modo mais superficial do que real.” (Tema: Os valores do jovem brasileiro)

6. Argumento de Senso Comum, Consensuais ou Universais:

É o argumento que traz uma afirmação que representa consenso geral, incontestável. Quando bem selecionados, podem ser irrefutáveis, pois há algumas afirmações que se tornam axiomas em determinadas sociedades. Esse tipo de recurso é o que predomina num texto argumentativo e isso acaba por torná-lo muito fraco, argumentativamente falando, pois apenas reproduz o que a sociedade diz; para melhor aproveitá-lo é importante dar uma visão crítica do fato analisado.

“Fumar é ruim, porque ninguém nega que tal ato prejudica gravemente a saúde.” (Tema: Combate ao fumo no Brasil)

“A destruição de meio ambiente causará sérios problemas às gerações futuras." (Tema: Degradação ambiental)

“O investimento na Educação é indispensável para o desenvolvimento econômico do país”. (Tema: Importância da Educação no Brasil)

“Atualmente, considera-se a educação um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. É através da produção de conhecimentos que um país cresce, aumentando sua renda e a qualidade de vida das pessoas. Embora o Brasil tenha avançado neste campo nas últimas décadas, ainda há muito para ser feito. A escola (Ensino Fundamental e Médio) ou a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social e muitas famílias tem investido muito neste setor.” (Tema: Importância da Educação no Brasil)

“É inegável que a internet propicia aos seus usuários um poder fantástico. Pode-se conhecer as diversas culturas do mundo, utilizar seus serviços, fazer compras, sem falar nas disputadas salas de bate-papo. Porém é preciso discernir seus sites, o que uma crianças e até mesmo um adolescente, em sua maioria, não é capaz.” (Tema: O uso da internet pelos jovens)

Se é verdade que qualquer ato de violência traumatiza o indivíduo em formação, também é válida a tese do limite que deve ser dado ao cidadão, particularmente nos primeiros anos de vida.” (Tema: O uso da internet pelos jovens)

7. Contra-argumentação ou Refutação de Argumentos:

É o argumento que prevê posicionamentos contrários à tese do texto para refutá-los e desmontá-los em favor do ponto de vista do texto. A refutação pode acontecer por meio de Citações de Autoridade, de Dados Concretos ou de Exemplificações. O que importa é que ele refute diretamente a sustentação do ponto de vista alheio, corroborando, assim, com a tese pela qual o texto argumentativo se desenvolve.

"'Não há razão alguma para uma pessoa possuir um computador em sua casa.' Isso foi dito em 1977, por K. Olsen, fundador da Digital. De fato, os computadores eram apenas máquinas de fazer contas, pesadas e caras. Mas, com os avanços, passaram também a guardar palavras. Aparece, então, a era dos bancos de dados...” (Veja, 19 de maio, 2010) (Tema: A popularização do computador na atualidade)

“As greves e os protestos são importantes manifestações da democracia, mas eles apenas são válidos se forem pacíficos, pois com violência e com agressividade nada é conquistado.” (traz uma condição) (Tema: Manifestações populares no Brasil)
  
“Apesar de algumas drogas serem liberadas, como o tabaco e o álcool, que geram muitos impostos para o país, não seria favorável a liberação das drogas mais pesadas, porque, embora ocorresse arrecadação de impostos, os gastos seriam bem maiores.” (Tema: Legalização das drogas no Brasil)

8. Argumento de Princípio ou Crença Pessoal

Refere-se a valores éticos ou morais supostamente irrefutáveis. No argumento de princípio, a justificativa é um princípio, ou seja, uma crença pessoal baseada numa constatação (lógica, científica, ética, estética etc.) aceita como verdadeira e de validade universal. Os dados apresentados, por sua vez, dizem respeito a um fato isolado, mas, aparentemente, relacionado ao princípio em que se acredita.

“A Igualdade de todos os cidadãos perante a Lei é um princípio sagrado da Justiça e da coesão social; sem o respeito por este princípio, qualquer sociedade desagrega-se.” (Tema: O problema da desigualdade social)

“As greves e os protestos são importantes manifestações da democracia.” (Tema: Manifestações populares no Brasil)

9.  Competência Linguística:

Refere-se ao registro linguístico utilizado para argumentação. Cada situação argumentativa requer um registro diferente, uma seleção vocabular adequada e um estilo apropriado, portanto é o modo de valorizar sua argumentação pelo uso do português.

“Excelente a reportagem de VEJA sobre a testosterona. Ela aborda um novo paradigma da medicina em que a qualidade de vida e a prevenção através da reposição hormonal responsável atuam como coadjuvante terapêutico em uma série de doenças crônicas presentes no envelhecimento, como a depressão, o diabetes, a obesidade, a osteoporose, e na redução do risco cardiovascular.[...] A matéria, oportunamente, coloca em pauta a polêmica da reposição hormonal, sem deixar de realçar os perigos do abuso da utilização dos hormônios por fisioculturistas e por profissionais incapacitados para trabalhar com hormônios, sendo esse um dos grandes elementos geradores do risco da reposição.” (Tema: O uso de hormônios no Brasil)


  
Referências bibliográficas:

·       KOCH, Ingedore G. V. Argumentação e linguagem. São Paulo: Cortez, 1987
·       TRAVAGLIA, L.C. Gramática: ensino plural. São Paulo: Cortez,  2003
·       SILVA, Marina Cabral Da. "A Argumentação"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-argumentacao.htm>. Acesso em 09 de setembro de 2016.




sexta-feira, 16 de setembro de 2016

1ª Tarefa para Dissertação - 10/09/16 e 17/09/16

ATIVIDADE DE PRODUÇÃO DE TEXTO: DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA

Redija sua dissertação argumentativa escolhendo uma das possibilidades abaixo (A ou B), mantenha o problema, as ideias-base que devem ser desenvolvidas e o reforço da conclusão aqui sugeridos:


Problema
Argumento(s)
Conclusão (tese)

A) A grande ocorrência de acidentes no trânsito.
a) imprudência na direção;
b) falta de direção defensiva;
c) desatenção.


A população deve ser mais consciente ao entrar dentro de um meio de transporte.



B) A substituição do texto  impresso pelo eletrônico
a) o impresso é um objeto concreto, real, um objeto que tem uma história de séculos;
b) o impresso pode ser folheado; contato sensorial;
c) o eletrônico é um dispositivo neutro, impessoal.



O texto impresso ainda terá uma longa sobrevida.



DICAS: DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA

1. Estruture bem os parágrafos e a distribuição das ideias entre eles.
2. Leia e interprete bem os textos motivadores e a proposta de redação.
3. Escolha argumentos de acordo com a proposta de redação pedida.
4. Só crie título se for solicitado na proposta.
5. Crie argumentos consistentes, com dados suficientes para gerar o convencimento do leitor.
6. Crie argumentos coerentes com o ponto de vista defendido.
7. Crie argumentos relevantes para a proposta de redação e para o ponto de vista defendido.
8. Empregue pronomes, artigos, advérbios, expressões adverbiais, substantivos, elipses, dentre outros termos para criar referenciações coesas com elementos já mencionados e os que ainda serão.
9. Articule fatos e conceitos com o auxilio de modo e tempo verbal, conjunções, preposições, advérbios, etc.
10. Para que seu texto tenha progressão textual, cada parágrafo deve trazer ideias novas em relação ao próprio texto e aos textos motivadores da proposta.
11. Construa sua redação de modo que o leitor não precise ter informações externas para entender o que será discutido.
12. Utilize de vocabulário e normas adequadas à situação de comunicação proposta. 
13.   Não apresente novas críticas, opiniões, na conclusão e só sugira soluções, estratégia conclusiva opcional, caso sejam coesas com o desenvolvimento do texto.
14. Crie no mínimo dois parágrafos argumentativos e divida-os pelos tópicos-frasais diferentes, além disso não se esqueça de conectá-los para manter a coesão textual.

LINK PARA SLIDES: http://pt.slideshare.net/NatliaMoura5/estrutura-para-dissertao-argumentativa-modelo-pasunb

Até mais!

1ª Tarefa para Dissertação - 10/09/16 e 17/09/16

ATIVIDADE DE PRODUÇÃO DE TEXTO: DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA

Redija sua dissertação argumentativa escolhendo uma das possibilidades abaixo (A ou B), mantenha o problema, as ideias-base que devem ser desenvolvidas e o reforço da conclusão aqui sugeridos:


Problema
Argumento(s)
Conclusão (tese)

A) A grande ocorrência de acidentes no trânsito.
a) imprudência na direção;
b) falta de direção defensiva;
c) desatenção.


A população deve ser mais consciente ao entrar dentro de um meio de transporte.



B) A substituição do texto  impresso pelo eletrônico
a) o impresso é um objeto concreto, real, um objeto que tem uma história de séculos;
b) o impresso pode ser folheado; contato sensorial;
c) o eletrônico é um dispositivo neutro, impessoal.



O texto impresso ainda terá uma longa sobrevida.



DICAS: DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA

1. Estruture bem os parágrafos e a distribuição das ideias entre eles.
2. Leia e interprete bem os textos motivadores e a proposta de redação.
3. Escolha argumentos de acordo com a proposta de redação pedida.
4. Só crie título se for solicitado na proposta.
5. Crie argumentos consistentes, com dados suficientes para gerar o convencimento do leitor.
6. Crie argumentos coerentes com o ponto de vista defendido.
7. Crie argumentos relevantes para a proposta de redação e para o ponto de vista defendido.
8. Empregue pronomes, artigos, advérbios, expressões adverbiais, substantivos, elipses, dentre outros termos para criar referenciações coesas com elementos já mencionados e os que ainda serão.
9. Articule fatos e conceitos com o auxilio de modo e tempo verbal, conjunções, preposições, advérbios, etc.
10. Para que seu texto tenha progressão textual, cada parágrafo deve trazer ideias novas em relação ao próprio texto e aos textos motivadores da proposta.
11. Construa sua redação de modo que o leitor não precise ter informações externas para entender o que será discutido.
12. Utilize de vocabulário e normas adequadas à situação de comunicação proposta. 
13.   Não apresente novas críticas, opiniões, na conclusão e só sugira soluções, estratégia conclusiva opcional, caso sejam coesas com o desenvolvimento do texto.
14. Crie no mínimo dois parágrafos argumentativos e divida-os pelos tópicos-frasais diferentes, além disso, não se esqueça de conectá-los para manter a coesão textual.

LINK PARA SLIDES: http://pt.slideshare.net/NatliaMoura5/estrutura-para-dissertao-argumentativa-modelo-pasunb

Até mais!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

2ª ETAPA - Proposta de Redação - 13/08/2016


2ª ETAPA




A partir dos fragmentos de texto abaixo, que têm caráter motivador, redija, utilizando a modalidade padrão da língua escrita, um artigo de opinião acerca do seguinte tema:

Casos de cyberbullying (o assédio moral envolvendo o uso de tecnologias da informação) são muito frequentes atualmente e têm gerado problemas de ordem social e psicológica em suas vítimas. Como lidar com esse fenômeno em uma rede mundial de computadores que integra virtualmente o mundo inteiro?


Em seu texto, apresente argumentos que sustentem seu ponto de vista.

Texto 01

Tribunal do Feicebuque

Tom Zé

Tom Zé mané
Baixou o tom
Baba baby
Bebe e baba
Velho babão
Tom Zé bundão
Baixou o tom
Baba baby
Bebe e baba
Mané babão
(...)
Bruxo, descobrimos seu truque
Defenda-se já
No tribunal do Feicebuqui





Texto 02

A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os orgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.

Artigo 1° Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 12° Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.


Texto 03
CYBERBULLYING: A VIOLÊNCIA VIRTUAL
Beatriz Santomauro

Há cerca de 15 anos, essas provocações passaram a ser vistas como forma de violência e ganharam nome: bullying (palavra do inglês que pode ser traduzida como “intimidar” ou “amedrontar”). Sua principal característica é que a agressão (física, moral ou material) é sempre intencional e repetida várias vezes sem uma motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizados de cyberbullying. Mesmo quando a agressão é virtual, o estrago continua sendo real.
Beatriz Santomauro. Revista NOVA ESCOLA. Junho/julho, 2010.



Texto 04


A ILUSÃO DAS REDES SOCIAIS
O narcisismo, a superficialidade e o distanciamento, entre outras características das relações virtuais, formam pessoas cada vez mais individualistas e egoístas

Dulce Critelli

É indiscutível o importante papel que as redes sociais desempenham hoje nos rumos de nossa vida política e privada. São indiscutíveis também os avanços que introduziram nas comunicações, favorecendo o reencontro e a aproximação entre as pessoas e, se forem redes profissionais, facilitando a visibilidade e a circulação de pessoas e produtos no mercado de trabalho. A velocidade com que elas veiculam notícias, a extensão territorial alcançada e a imensa quantidade de pessoas que atingem simultaneamente não eram presumíveis cerca de uma década atrás, nem mesmo pelos seus criadores. Temos sido testemunhas, e também alvo, do seu poder de convocação e mobilização, assim como da sua eficiência em estabelecer interesses comuns rapidamente, a ponto de atuarem como disparadoras das várias manifestações e movimentos populares em todo o mundo atual.
Portanto, não podemos sequer supor que elas tragam somente meras mudanças de costumes, porque seu peso, associado ao desenvolvimento da informática, é semelhante à introdução da imprensa, da máquina a vapor ou da industrialização na dinâmica do nosso mundo. As redes sociais provocam mudanças de fundo no modo como as nossas relações ocorrem, intervindo significativamente no nosso comportamento social e político. Isso merece a nossa atenção, pois acredito que uma característica das redes sociais é, por mais contraditório que pareça, a implantação do isolamento como padrão para as relações humanas.
Ao participar das redes sociais acreditamos ter muitos amigos à nossa volta, sermos populares, estarmos ligados a todos os acontecimentos e participando efetivamente de tudo. Isso é uma verdade, mas também uma ilusão, porque essas conexões são superficiais e instáveis. Os contatos se formam e se desfazem com imensa rapidez; os vínculos estabelecidos são voláteis e atrelados a interesses momentâneos.
Além disso, as relações cultivadas nas redes sociais se baseiam na virtualidade, portanto, no distanciamento físico entre as pessoas. Isso nos permite, com facilidade, entrar em contato com as pessoas e afastá-las quando bem quisermos. Tal virtualidade garante comunicação sem intimidade. Em 1995, quando as redes sociais nem sequer eram cogitadas, o filme americano Denise Calls Up (Denise Está Chamando) já apresentava uma crítica às relações estabelecidas entre as pessoas através dos recursos da época: computador, telefone e aqueles enormes celulares. Os personagens eram alguns amigos que se comunicavam continuamente, mas tinham muitas dificuldades e até mesmo aversão de se encontrar pessoalmente. Também namoro e sexo aconteciam virtualmente.
Nunca me esqueci desse filme, impressionada que fiquei com a possibilidade, hoje tão iminente, de mutações essenciais nas condições de nossa existência. O que aconteceria conosco se não precisássemos mais da proximidade física de uns com os outros? O que morreria em nós, se essa proximidade deixasse de acontecer? Quando Hannah Arendt, pensadora contemporânea da política, analisou os totalitarismos do século passado, apontou para o projeto desses sistemas de tornarem os homens supérfluos. Para tanto, entre outros expedientes, mantinham as pessoas isoladas umas das outras.
Separavam-nas de seus familiares, de suas comunidades, inclusive das pessoas com quem coabitavam nos galpões dos campos de concentração, instaurando entre elas a suspeita e o medo de delações. Isolavam classes sociais promovendo contendas e animosidades entre elas. Isolavam as pessoas do seu próprio eu, exaurindo-as com trabalho e mantendo-as doentes e famintas. O isolamento torna os indivíduos manipuláveis e controláveis, como coisas. Os sistemas totalitários sabem muito bem que, isolados, os homens perdem a capacidade de se expor e de agir.
Na nossa atualidade o isolamento tem um perfil diferente, porque é mais voltado para a intensificação do individualismo, cujos interesses afastam-se a cada vez mais das questões sociais. As recentes manifestações populares embora devam sua ocorrência às redes sociais, mantêm o caráter do individualismo e do isolamento, pois os participantes não criam vínculos entre si. Expressam suas opiniões, caminham juntos, mas é só isso.  
Arendt tem por pressuposto de suas análises a condição humana da pluralidade, ou seja, o fato de vivermos entre homens e jamais chegarmos a ser nem um ser humano nem mesmo os indivíduos que somos longe da companhia dos outros. Os outros, tanto quanto o ambiente em que vivemos, nos constituem, daí que, se o distanciamento interpessoal for se estabelecendo como nova condição de existência, nossa própria humanidade poderá sofrer o impacto de uma mutação.
Os próprios equipamentos para acesso às redes, que estão conosco o tempo todo e exercem intenso fascínio sobre nós, corroboram com esse isolamento. Tenho ficado irritada com muitos de meus alunos que ficam consultando seus celulares e notebooks durante as aulas, como se estivessem fazendo anotações, mas acho que estão ligados às redes sociais. Talvez as aulas, sobretudo as de Filosofia, sejam muito chatas. Nelas não se pode pular de um assunto para outro, nem entrar em contato com múltiplas informações ao mesmo tempo, como se faz nas telas do computador, nem ficar livre de esforços do pensamento com análises e reflexões. Nas aulas não se pode passar por alto dos assuntos e situações.
Já em 1927, em seu livro Ser e Tempo, Martin Heidegger percebia esse comportamento cotidiano dos indivíduos de tomar tudo pelo aspecto e o nomeou de “avidez de novidades”. O que interessa é sempre a próxima novidade, o próximo assunto, a próxima notícia... Também identificava como “falação” um comportamento complementar: todos falam sobre tudo, sabem de tudo, mas não compreendem nada em profundidade.
Parece que “falação” e “avidez de novidades” estruturam a participação nas redes sociais. As pessoas já estão acostumadas a comentários rápidos e superficiais sobre tudo e todos. É fácil ver nesses comentários a preocupação de cada qual em simplesmente dar sua opinião, mais do que ouvir a alheia. A opinião do outro é apenas a oportunidade para se expressar a sua própria.
O outro parece importar, mas de fato não importa. Importam apenas a própria posição e a autoexposição. Daí a constante informação sobre as viagens, os pensamentos, as emoções, as atividades de alguém. É preciso estar em cena e sempre. Há nisso um evidente desenvolvimento do narcisismo e, consequentemente, do reforço do distanciamento entre as pessoas.
Faz parte desse narcisismo o fato de as pessoas terem de tratar a si mesmas como se fossem mercadorias. Em alguns de seus escritos, Zygmunt Bauman tem apontado para a necessidade das pessoas, sobretudo dos jovens, de se ocuparem sobremaneira com sua imagem nas redes sociais. Elas precisam escolher as fotos que melhor as apresentem, que as tornem atraentes e desejáveis. Aquelas que não souberem se vender correm o risco da invisibilidade e da exclusão.
Meu propósito, aqui, foi apenas o de levantar dados para uma reflexão. Mas quero acentuar que essas tendências das redes sociais – a virtualidade, o distanciamento, a superficialidade, a superfluidade do ser humano, a exposição narcísica, a ilusão de intimidade e popularidade, a “falação” e a “avidez de novidades”... – constituem o padrão de isolamento das relações pessoais. E quanto mais isolados, mais ficamos à mercê de controles e manipulações. Cada vez mais ameaçados na autoria do nosso destino pessoal e político.


Texto 05

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.